sexta-feira, 27 de julho de 2012

Silêncio



E os lábios se fecham...












...


















... apenas o silêncio.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Erros e Esquecimentos


Muitas vezes me esqueci
de mim,
de quantas coisas
deixei de fazer
por pensar em você...
por esquecer
de me cuidar,
de muitos dos meus sonhos,
pensando em você,
nos seus passos,
nas suas dores
e nas suas birras
teimosas,
que insistem
em bater no muro
que se estabelece
à sua frente,
fazendo sombra
mas ao mesmo tempo
protegendo-te
do mundo afora.
Se erro,
erro em busca de acertos,
na tentativa de poupar-te
de novas dores
que insistes e precisas viver.
Erros antigos,
na tentativa de erros novos...
Sigas em frente!
Preciso que sigas,
ainda que minhas dores
venham consumir-me,
tornar-me mais solitário,
tristonho,
ainda que com isso,
eu aprenda
que a vida de alguns
é diferente da de outros,
e que amar,
ainda que distante,
se estabelece nos
laços verdadeiros
de quem insiste,
ainda que muitos
digam em teus ouvidos,
(siga tu em frente!),
em buscar-te
para passos longos
ao meu lado.

domingo, 3 de junho de 2012

Dâmocles



Mais um dia
que chega ao fim...
dia findado
e eu, como Dâmocles!
Sinto a ponta da espada
pendurada sobre minha cabeça,
suspensa e segura
por um único fio de cabelo.
Fio de cabelo
que a cada dia se enfraquece,
angustiando-me,
pela espera do que está por vir,
do que está para acontecer.
Conversas inacabadas,
palavras mal ditas,
infindas e não terminadas
que,
ao invés de fortalecerem
o fio que sustenta a espada,
parecem enfraquecê-lo ainda mais.
Como Dâmocles,
sentado, sob a espada,
corrói-me a angústia,
a espera
do que virá,
daquilo que está falado,
avisado, escrito talvez,
mas que mesmo assim,
insiste em não ser feito,
ouvido, seguido,
pois a espada,
que assusta,
que intimida,
só se encontra sobre
uma única cabeça...
a de Dâmocles.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Envelhecendo


Estamos envelhecendo...
O tempo passado,
as muitas coisas não vividas
estão ficando para trás
e não poderemos vivê-las
em outro tempo.
A areia da ampulheta
que insiste em cair,
marcando nossas vidas,
como o tempo
que se esvai por entre
dedos que não mais
se entrelaçam.
O rosto perdendo o viço,
estampando a chegada da idade,
que com cremes,
insistimos em esconder.
Cabelos embranquecendo,
denunciando o passar dos anos,
escondidos com tinturas,
que não escondem a verdade...
a verdade de que
estamos envelhecendo!
o tempo passando
e a vida ficando para trás,
junto com momentos,
oportunidades fugidias
que a vida e o tempo
não trarão mais.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Palavras Vazias


Nem uma linha
mais te escrevo,
uma vez que as palavras
ali contidas,
de tão vazias não atendem
mais os seus desejos.
De tão vazias
não despertam mais
o seu interesse...
E se palavras vazias,
em linhas vazias,
não conseguem
te fazer entender...
Por que escrevê-las novamente?
Perder tempo ou tinta
para palavras
que de tão vazias,
nem fazem eco em seus ouvidos?


domingo, 15 de abril de 2012

Sementes

Joguei ao vento

sementes em forma de palavras

na espera que terrenos

de ouvidos férteis

as recebessem,

permitindo-lhes brotar.

Para onde os ventos

sopraram tais sementes

não sei responder.

Sementes se foram

como pássaros

a voar em outros céus,

outros ouvidos,

sem pouso certo.

Cabe-me apenas

continuar minha faina

de semeador de palavras

para os ouvidos do mundo,

esperando um dia,

poder colher

abundantemente,

os frutos daquilo

que outrora semeei.



Te amo!

Te amo!

Ainda que nossos lábios

há muito não se toquem,

que o seu sabor

não faça parte de meu paladar,

que seu cheiro não fique

preso em meu corpo...

te amo!

Te amo

por ser você

que me faz feliz

com seu sorriso,

seu olhar,

com o brilho de seu olhar

e de seus cabelos.

Te amo

como se fosse a única.

a única mulher

a despertar em mim

a alegria de amar

e de me sentir amado.

Ainda que nossos dedos

não se entrelacem,

nossos corpos

não traduzam

sentimentos,

não se conversem

como poderiam fazer,

te amo,

pois é este amor

que me envolve,

que me renova

e me faz buscar,

ainda que distante,

o desejo de

te amar

a cada dia

que passo,

a cada momento

que passo

ao teu lado.